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Sanear � prioridade - Editorial

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Durante reunião com cerca de uma centena de prefeitos e prefeitas de cidades de várias regiões do Brasil, o presidente Lula afirmou sua disposição em investir em saneamento urbano. Mais uma esperança. Com a tendência geral de inchaço urbano, a questão do saneamento fica ainda mais realçada como uma prioridade e ? ao mesmo tempo ? um grande problema. Boa parte das cidades brasileiras padecem de sérias debilidades em seu saneamento e as urbes do Norte e Nordeste estão entre as mais sacrificadas nesse item fundamental. Alagoas, que participou deste encontro com uma delegação de alcaides, é um desses Estados lamentavelmente destacado no rol dos sem-saneamento. Para não irmos muito longe, antes mesmo de levarmos adiante uma pesquisa nas maiores cidades alagoanas, basta olharmos o quadro do saneamento na Capital. Maceió padece de crônicos problemas nessa área. Deixando de lado a numerologia com dados exatos sobre número de domicílios atendidos pelo esgoto sanitário na capital alagoana, para entender a gravidade da situação basta prestar atenção na relação de balneabilidade das praias. Veremos então que a magnífica orla de Maceió sempre está recheada de locais definidos como ?impróprio para banho? ? e, ao contrário de cidades como o Recife, não é por tubarões ou ameaças do tipo. As fantásticas praias de Maceió vivem sendo interditadas aos banhistas por conta de um mesmo inimigo: o coliforme fecal. A poluição causada pelas ligações indevidas de esgoto doméstico, nas redes de água pluvial, é a principal causa na queda da qualidade das águas das orlas das lagoas e do Atlântico em Maceió. Isso numa capital que se pretende a porta de entrada para um dos mais belos destinos turísticos da América Latina. Enfim, mais uma vez, ressurge uma esperança de solução para este problema.

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