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A crise de agora - Editorial

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora afirmou, em discurso no Rio de Janeiro, que seu governo não vai renegociar as dívidas dos Estados com a União, apesar das dificuldades enfrentadas pelos novos governadores, admitiu a possibilidade de examinar ?caso a caso? os problemas dos Estados. E tomara que Alagoas seja incluída na relação das unidades federativas contempladas com a chance de ter suas dificuldades financeiras logo solucionadas com o reforço de recursos da União. A nação inteira é sabedora dos problemas que têm se agravado na maioria dos Estados devido a série de fatores, entre os quais a má utilização dos recursos públicos já insuficientes para o atendimento das necessidades de suas populações. E têm concorrido para situações como as encontradas pela quase totalidade dos governadores recém-empossados, que tomaram posse já decididos a cortar despesas com medidas as mais diversas, inclusive a suspensão de salários. Há, sem dúvida nenhuma, motivos os mais diversos, justificáveis ou não, entre as medidas menos danosas e mais danosas adotadas pelos novos chefes dos executivos estaduais. E até exageros ou falta de entendimentos prévios como nos fatos que concorreram para a onda de greves e outras formas de protestos deflagradas por servidores civis militares no decorrer desta semana em nosso Estado. Porém, por mais justas e oportunas que tenham sido as decisões que resultaram em crises, como a atual em Alagoas, e que já é a pior desta década, devem ter seus efeitos minimizados o mais urgentemente possível. Cada uma das suas causas precisa ser suficientemente analisada, jamais repetida, e não deixar de acabar penalizando seus verdadeiros responsáveis. E não o funcionalismo e, por via de conseqüência, toda a população.

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