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Caso de urg�ncia - Editorial

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Independente de greve, é permanentemente grave a situação da Unidade de Emergência de Maceió. Apesar das constantes mudanças de nome (hoje usa a sigla de Coemal), o velho Pronto-Socorro permanece em sua sina de superlotação e sofrimento. Como em todas as crises, agudizam-se os problemas dos pontos de estrangulamento dos serviços públicos. Durante as greves, sejam de funcionalismo como um todo, seja especificamente paralisação da área de saúde, e o velho e indispensável Pronto-Socorro (ou usando outro qualquer nome) salta às manchetes. E, para além dos domínios das crises, mesmo nos tempos de mansidão social, aquele nosocômio voltado para os casos de urgência e emergência é freqüentador assíduo, contumaz, da mídia ? e quase sempre através de imagens recorrentes: pacientes espalhados pelos corredores, uns deitados no chão, outros apoiados em batentes... um quadro de guerra. E, em toda ocasião, nunca é demais ressaltar a capacidade dos profissionais da Unidade de Emergência (ex-Pronto-Socorro) em enfrentarem todas as adversidades, em trabalharem para salvar vidas mesmo sob as condições mais desfavoráveis. E, em ocasiões como esta, onde as reivindicações estão na ponta da língua dos dirigentes sindicais, é uma ótima hora de se por em pauta a urgência de investimentos neste setor. Na verdade, é necessária uma constante avaliação e atualização das necessidades do(s) centro(s) de atendimento de urgência/emergência. O próprio crescimento da população força a necessidade de constantes readequações das instalações e condições de trabalhos nesses locais dedicados ao salvamento de vidas. Que esta greve possa estimular os olhares de líderes sindicais e governantes para além das urgências salariais e as unidades de emergência sejam atendidas.

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