loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Acelerar e frear? - Editorial

Ouvir
Compartilhar

Anunciado com euforia pelo governo federal, o Plano de Aceleração do Crescimento tem amealhado aplausos e críticas. Na verdade, ao lançar o PAC, o governo Lula tenta responder ? em seu segundo mandato ? uma demanda sentida e não atendida desde o primeiro dia de sua primeira gestão. Nos momentos iniciais de seu primeiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva foi peremptório na promessa de um ?espetáculo de crescimento?. Cerraram-se as cortinas do primeiro quadriênio e o show prometido sequer foi ensaiado (quanto mais entrar em cartaz). Palco vazio, platéia frustrada, desvaneceu-se (ao longo dos quatro primeiros anos) a esperança de crescer e se desenvolver. Agora, no início do segundo mandato, o espetáculo prometido recebeu uma produção especial e um pacote foi trazido à ribalta: o Plano de Aceleração do Crescimento, mais conhecido pelo nome artístico de PAC. Reacendida a esperança, os holofotes focam o PAC, mas os mais cuidadosos alertam: não é possível crescer verdadeiramente sob a frenagem das mais altas taxas de juros de todo o mundo e da brutal carga tributária brasileira. Os mais atentos ainda argúem a necessidade de se enquadrar o conceito de crescimento às contemporâneas concepções de desenvolvimento sustentável e coisas semelhantes. Alguns desconfiam ser o PAC uma espécie de bolsa-crescimento cuja função seria fazer circular um tiquinho mais de dinheiro, mas nada mais além disso. Pelo sim, pelo não, é bom se observar que o PAC segue o mesmo caminho da recente Lei Geral da Pequena Empresa: oferece algumas micro vantagens, elimina pequenos obstáculos, mas corre como o diabo da cruz da possibilidade de enfrentar os verdadeiros freios ao crescimento brasileiro ? os juros estratosféricos e a brutal carga tributária.

Relacionadas