loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Redu��o rid�cula - Editorial

Ouvir
Compartilhar

Impassível frente ao clamor por crescimento econômico e desenvolvimento social, o Banco Central mantém sua política de juros estratosféricos. E como quem brinca com as esperanças da Nação, detemina cortes milimétricos em quilométricas agiotagens. Segue o Brasil como o País campeão em juros mais altos. E segue o Brasil sem prestar atenção nos exemplos das nações que tem conseguido crescer (neste sufoco global) ? se as autoridades brasileiras prestassem atenção notariam que os juros praticados em países como a emergente Índia são muito menores que os cobrados por aqui. No exato momento no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança o Plano de Aceleração da Economia (PAC) ? momento este no qual todos lembram as amarras dos altíssimos juros e da brutal carga tributária (sem falar na burocracia asfixiante) ?, o Banco Central reduz a quilométrica taxa de juro em 0,25%. A queda de 13,25% para 13% na taxa básica de juros (taxa Selic) reafirma um compromisso com a manutenção de uma verdadeira camisa-de-força a imobilizar a economia brasileira. Juros básicos de 13% implicam na redução da competitividade dos investidores em projetos produtivos no Brasil. Como se montar novas indústrias? Como se multiplicar a capacidade de produção do agronegócio? Como criar novos empregos com tal taxa básica de juros? Produtores e consumidores são apertados pela mesma política de juros e no meio desse sufoco, o mercado de trabalho igualmente não se expande como poderia (considerando as demais condições econômicas). Neste contexto, como apostar no poder acelerador do PAC? Neste cenário, com a inflexibilidade dessa política econômica desaceleradora da economia, as esperanças para com o PAC sofrem seus primeiros reveses.

Relacionadas