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Calend�rio e eventos - Editorial

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Empolgação total com o sucesso da Meia-maratona de Maceió e a inevitável promessa: a corrida ficará de vez no calendário de eventos permanentes da capital. Excelente idéia, porém, assim como as de campanha, essa promessa precisa ser cobrada para além do calor da disputa. Lamentavelmente, o tal calendário de eventos permanentes, seja do Estado como um todo, seja da capital, padece de uma inconstância terrível que tem como resultado prático a transformação de excepcionais acontecimentos em coisa eventuais, transitórias. Alagoas, em termos de calendário, está passando da hora de fixar seus eventos permanentes. Outras grandes iniciativas, mesmo marcadas pelo sucesso das primeiras realizações, caíram no olvido e findaram sem nenhuma continuidade. Assim foram dois festivais pioneiros: o de Verão, em Marechal Deodoro e o de Cinema, em Penedo. Ambos deixaram pungentes saudades e lições que teimam em não ser devidamente estudadas. Alagoas resiste a aprender com suas próprias experiências. Ainda no pingar do suor pelas duas dezenas de quilômetros corridos na Meia-maratona de Maceió, a promessa foi feita: vai entrar para o calendário! Lembrai-vos disso, alagoanos! Em 2008, teremos mais uma meia-maratona e nos anos seguintes também. E não basta cobrar por falar, a cobrança que interessa é a participativa, é o apoio à materialização da idéia. Alagoas precisa estabelecer e apostar em seus eventos permanentes. Precisamos definir e consolidar esse calendário. Potencial para eventos não nos falta. A Meia-maratona é apenas uma das oportunidades de sucesso. Outros projetos existem, outras datas já estão firmadas (como as procissões de Bom Jesus dos Navegantes em Penedo e Pão de Açúcar). Falta apenas o poder público e a iniciativa privada acreditarem nisso e firmarem parcerias.

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