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Opinião

A agenda pol�tica

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| Eduardo Bomfim * A agenda política nacional neste início de ano tem sido bastante movimentada e em constante alteração. É possível destacar, entre outros, um fato marcante ? a eleição à presidência da Câmara dos Deputados. Essa disputa saiu do âmbito interno do círculo dos parlamentares e ganhou ares de campanha geral, acompanhada pela sociedade através da grande mídia. Trata-se de um dado positivo ao aperfeiçoamento das instituições republicanas em nosso país. Seja qual tenha sido o eleito, o presidente Aldo Rebelo defendeu a sua candidatura com o argumento da pluralidade e do equilíbrio de poder em relação às instituições do País. Considerou, com justeza, um erro a hegemonia de um único partido, o Partido dos Trabalhadores ? PT, na Presidência da República e Câmara Federal, o terceiro posto da sucessão na ausência periódica do presidente. Acrescentando que esse mesmo partido, ao que tudo indica, deverá ocupar a maioria dos ministérios. Estaríamos presenciando o desvirtuamento em relação ao espírito de coalizão que conduziu Lula ao segundo mandato lastreado em esmagadora votação. A recondução de Aldo confirmaria o sentido imprescindível ao governo para materializar políticas de crescimento econômico, inclusão social, sustentado em amplas forças políticas democráticas e largas bases populares. Caso contrário cairíamos no exclusivismo de uma só agremiação conduzindo os destinos das linhas estratégicas governamentais e administrativas do Brasil. É importante frisar a declarada preferência do presidente pela eleição de Aldo Rebelo. Apesar disso o Partido dos Trabalhadores lançou Chinaglia à disputa. Essa atitude propiciou o surgimento de um candidato contrário ao campo governamental, Maurício Fruet, do PSDB. Em conseqüência, formou-se um bloco parlamentar nucleado pelo PDT, PSB e PCdoB, com a possibilidade da adesão do PAN, PHS e PMN. Caso se concretize a incorporação dos outros partidos, surgirá uma grande força na Câmara Federal com 92 deputados. As relações com o Partido dos Trabalhadores será de parceria, mas o embate na Câmara deverá conformar uma nova fase de alianças no campo governamental e a possibilidade do novo bloco atuar com independência e desenvoltura próprias. O que se desenha é bem mais que a eleição à presidência da Câmara. (*) É advogado.

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