Opinião
Perigos aquecidos - Editorial
Assustadoras são as notícias sobre os efeitos e as perspectivas do aquecimento global. Na semana encerrada ontem, estudos divulgados pela ONU, através do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (sigla IPCC, em inglês), afirmam que são catastróficas as conseqüências das agressões humanas ao meio ambiente, especialmente a alta taxa de dióxido de carbono (CO2) lançada à atmosfera nos últimos 200 anos. E o que é pior, não adianta tentar remediar, o estrago está feito. É inevitável a maior parte das graves seqüelas climáticas que se abatem e se abaterão sobre o planeta. Segundo essas previsões, cataclismos como as Tsunamis do passado recente seriam marolas comparas ao que vem pela frente. Os otimistas avaliam como positivo o inegável fato de que a atividade humana (industrial) é a grande responsável pela tragédia anunciada. Isto posto, dizem, indica que a intrépida e criativa atividade humana terá condições de reverter os malefícios perpetrados contra a Natureza. Será ótimo se assim for. Mas temos que fazer algo mais que torcer ? será necessário travar (com muito atraso) uma guerra de idéias para mudar os procedimentos humanos e os vetores tecnológicos. Dizem os oráculos de 500 cientistas, reunidos em Paris para analisar esses estudos, que ?até o fim deste século, a temperatura da Terra pode subir de 1,8ºC ? na melhor das hipóteses ? até 4ºC? e este aquecimento global provocará ?o derretimento das camadas polares deve fazer com que os oceanos se elevem entre 18 cm e 58 cm até 2100. Além disso, tufões e secas devem se tornar mais intensos?. Pelo sim, pelo não, com mais ou menos otimismo, é necessário termos consciência dos riscos, dos erros cometidos e do tempo perdido. A partir daí, quem sabe, a humanidade pode mudar seu comportamento. Pense nisso.