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Opinião

Vil�es e exclu�dos - Editorial

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Por | Edição do dia 06/02/2007 - Matéria atualizada em 06/02/2007 às 00h00

Apesar de não ser novidade, é chocante a recorrente notícia da devastação dos resquícios de Mata Atlântica em Alagoas. A reportagem publicada no domingo, 4 de fevereiro, aqui nesta Gazeta, explica que a importância da preservação (do que restou) da Mata Atlântica está longe de ser algo sentimental. Não se está falando de saudosismo, estamos falando de equilíbrio ecológico, de manutenção da biodiversidade e de condições mínimas para sobrevivência de patrimônios essenciais para a vida, como os mananciais de água potável. Durante muitas décadas, as responsabilidades pela devastação do meio-ambiente foram creditadas aos grandes empreendimentos no campo. Os vilões dessa história sempre foram identificados como “o latifúndio” e/ou “as usinas”. E, de fato, tanto a grande propriedade rural como as indústrias estiveram na linha de frente da devastação das florestas em qualquer lugar do mundo. Porém, mais culpados existem nesse cenário e grupos sociais de baixa renda igualmente têm sido responsáveis pela destruição das matas alagoanas. E isso tem de ser colocado às claras, sem apadrinhamentos ideológicos. Hoje se destacam como predadores ambientais (de alto poder destrutivo) tanto o madeireiro clandestino quanto o assentado. Os negociantes de madeira atuam como quadrilha, agindo com pleno conhecimento da ilegalidade. Os assentados, dessassistidos de informações, ao desabrigo de acompanhamento técnico, devastam largas áreas de Mata Atlântica sob a desculpa de que “precisam plantar” quando na verdade, buscam um caminho supostamente mais lucrativo: transformar a mata em carvão vegetal. E o que tem feito os órgãos públicos, como o Ibama, para coibir esses crimes ecológicos? Ou existe uma “bolsa-devastação” que autoriza aos não-ricos a agredirem o meio ambiente?

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