Opinião
Hugo Ch�vez e suas id�ias
| Lysette Lyra * Vamos começar nossa análise pelo seu biotipo: grosseiro, brega, arrogante, despótico, demagogo, prepotente e perigoso. Não poderíamos ter pior vizinho. Ainda por cima, chefe de um País com a força econômica do petróleo. Transparece sua idéia de tornar-se o líder e o dono da América Latina. Já garantiu adeptos que protegeu com o dinheiro da Venezuela à eleição de presidentes: o da Bolívia, o do Equador, o da Nicarágua, e quem sabe não deu uma ajudinha ao nosso Lula? Do jeito que entra e sai do Brasil, com a intimidade de quem está penetrando no quintal de sua casa, nos deixa essa dúvida no ar! ?Juro pela minha pátria que não darei descanso ao meu braço, nem repouso à minha alma, que entregarei os meus dias e noites e a minha vida inteira à construção de um novo sistema político, um novo sistema econômico. Pátria, socialismo ou morte, juro?, declarou, Chávez, enfático, no seu discurso de posse. Será que mais um ditador desmiolado, acaba de nascer na vizinhança? Os desastres dos países da Europa, Ásia e de Cuba, sob o domínio de governos socialistas absolutos, que só lhes trouxeram a desgraça, a pobreza, o sofrimento e a corrupção desmedida, não serviu de exemplo, suficientemente vivo, para todos os povos do mundo? Hugo Chávez, pouco a pouco está se tornando um ditador de esquerda que deseja se perpetuar no poder, cerceando os direitos livres do povo. Censurando a imprensa, nacionalizando empresas privadas, submetendo a Constituição a uma reforma socialista, trilhando os mesmos caminhos dos bolcheviques e fidelistas da história. Rotula-se um novo Simon Bolívar e vai conspurcando a liberdade dos cidadãos, que já começam a se inquietar com tais medidas. ?Os venezuelanos vão aprender o que vários povos já aprenderam: onde há comunismo não há democracia. E outra, também, vai aprender: vão ter uma distribuição igualitária, mas é de pobreza?, diz Mário A.R.S. Liberato. Conheci, nas minhas inúmeras andanças, o mundo que sofreu na mão de ferro dos ditadores de esquerda radical e o que vi foi sofrimento, injustiças, perseguições, pobreza generalizada. Somente a cúpula gozava as benesses do Estado, o mais era massacrado, escravizado, despojado do maior bem que sua condição humana pode almejar, a liberdade. Espero que o nosso governo, que tem demonstrado sua simpatia pela figura pseudo-glamurosa do presidente venezuelano, não queira imitar suas atitudes nada democráticas, e que nossos políticos, por interesses pouco lisonjeiros, não acatem idéias absolutistas do chefe de nosso Estado. (*) É escritora.