Opinião
�lcool globalizado - Editorial
Anunciada para se realizar ainda neste fevereiro de 2007, uma reunião internacional promete descortinar uma nova era para o mercado do álcool no mundo. Definidos como os seis principais ?parceiros interessados no desenvolvimento do etanol?, Brasil, Estados Unidos, União Européia, China, Índia e África do Sul deverão discutir e começar a definir padrões internacionais para o álcool combustível (etanol). Desse evento se espera ?o primeiro passo para a transformação do álcool combustível em uma commodity internacional, que seria negociada em bolsas de mercadorias como o petróleo ou a soja?, segundo o embaixador brasileiro nos Estados Unidos. Uma questão que não pode passar desapercebida é que, hoje, juntos, o Brasil e os Estados Unidos respondem por cerca de 70% da produção mundial de álcool combustível. Isso pode ser ótimo ou péssimo para os brasileiros. Seria péssimo se o grande irmão do Norte cismar de ser dono do álcool (como faz com o petróleo) e será ótimo se o Brasil tiver competência de apostar em seu próprio potencial neste campo (onde temos bastante experiência técnica). De toda forma é muito bom que o etanol seja elevado a condição de commodity ? pois ao mesmo tempo valoriza o produto e obriga aos produtores a avançarem em suas tecnologias próprias para não serem atropelados no implacável mercado global. Diplomatas americanos e brasileiros esperam avançar na definição de um padrão comum para o álcool do Brasil (feito a partir da cana-de-açúcar) e dos Estados Unidos (basicamente etanol de milho), o que definiria uma aliança poderosa para a adoção global dessa padronização Brasil/USA. Nesse rumo, 2007 se apresenta como um ano referencial para o álcool combustível no mundo. Oxalá Alagoas possa aproveitar essa oportunidade.