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quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
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Opinião

Car�ssimos diocesanos

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| Dom Antonio, O. Carm.* Partilho com todos vocês a alegria que vivenciei nestes dias, especialmente durante as cerimônias de acolhida e tomada de Posse da Sé Diocesana de Maceió. Neste instante, cabe-me somente agradecer o esforço, o carinho e a dedicação de cada um e de todos para a realização de tão significativo acontecimento. Pude sentir a acolhida generosa de todos através dos gestos, palavras, sentimentos expressos e das atitudes mais singelas carregadas pureza e simplicidade. Também percebi, na inquietação de muitos corações, que há expectativas, desejos e anseios que têm sua razão de ser num generoso e sincero amor pela Igreja e na esperança de que ela seja um sinal visível da presença do mistério do amor de Deus que transforma e liberta o ser humano de todas as escravidões. Estes sentimentos de expectativa manifestaram-se de formas variadas, expressando assim a diversidade e a beleza de nossa comunidade eclesial, como também a necessidade de promoção de iniciativas que, à luz da fé que nós professamos, atuem como resposta aos desafios apresentados e como força geradora da novidade do Evangelho encarnado nos vários contextos que desafiam nossa ação como Igreja. As palavras escritas em frases e cartazes se transformaram na oração de toda a Igreja de Maceió, e expuseram o mapa das necessidades, indigências e esperanças de nossa Igreja particular; as palavras de protesto, escritas com letras maiúsculas exprimiram os anseios por justiça e dignidade que se aninham no coração daqueles que se sentem à margem do processo humano de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, acreditam que a Igreja pode ser a voz profética que faz ecoar com o seu testemunho e a sua audácia o grito incontido de todos os silenciados; a oração simples do mais humilde fiel que pede uma bênção foi o apelo mais contundente à Igreja chamada a ser sacramento, sinal e presença do amor salvador e da ternura de Deus que abraça toda criatura; o silêncio e o olhar atento de quem guardou cada palavra dita e que, a exemplo da Virgem Santíssima, matutou no coração para ter a certeza de que a palavra foi, de fato, bendita, é o apelo para que, como Igreja, pronunciemos as palavras redentoras que nos comprometem e convocam; o passar do transeunte desinformado ou do passante indiferente que pouco caso fizeram do que estava acontecendo revelou a face da indiferença tão comum em nosso tempo e, sem dúvida, lançou sobre nós questionamentos e pediu respostas urgentes e inadiáveis. (Continua no próximo domingo). (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.

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