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Temperatura m�xima

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| Renan Calheiros * O aquecimento global comprovou-se agora uma ameaça cientificamente real, que poderá levar o planeta a terríveis mudanças climáticas em curto espaço de tempo, com tragédias ambientais e catástrofes naturais em larga escala. A ONU reuniu um grupo de 2.500 pesquisadores de clima de 153 países e os cientistas comprovaram que a temperatura da Terra está subindo de forma assustadora, por responsabilidade do próprio homem. As previsões são de que o aquecimento global irá aumentar 0,1 grau por década, até que a temperatura média da terra vá dos atuais 14,50 graus até mais de 15 graus em 2040. Parece pouco, mas as conseqüências do aquecimento serão furacões, ciclones, inundações, maremotos (devido ao derretimento do gelo polar). As chuvas serão muito mais irregulares, trazendo quebra de safras, fome, destruição da flora e da fauna. A causa determinante para o aquecimento global, como se sabe há mais de 20 anos, é, principalmente, a emissão de gases poluentes pelas indústrias dos países ricos do hemisfério norte ? causando o chamado efeito estufa. O Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, pelo qual os países mais ricos se comprometem a reduzir as emissões de gases em 5% até o ano de 2012, não é suficiente para resolver o problema. Aqui no Brasil, muito há a ser feito, principalmente o controle de queimadas na região Amazônica. Já aprovamos no Congresso Nacional a Lei de Gestão das Florestas Públicas, da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, e criamos uma Comissão Mista Especial, composta de 11 senadores e 11 deputados, a requerimento do deputado Sarney Filho (PV-MA). Estamos criando também duas subcomissões no Senado, por propostas dos senadores Heráclito Fortes (PFL-PI), Sibá Machado (PT-AC) e Renato Casagrande (PSB-ES). Realizaremos audiências públicas com cientistas e técnicos, debates, fiscalizaremos e, certamente, surgirão propostas de legislação sobre o tema. Não nos descuidaremos do problema. O Brasil pode ter a liderança internacional na questão energética. Ao lado dos Estados Unidos, nosso País lidera a produção mundial de etanol. Até 2013, deveremos estar produzindo 30 bilhões de litros de álcool combustível; hoje, produzimos 17,5 bilhões. Graças a um acordo com Japão e Suécia, as exportações brasileiras de álcool deverão pular dos atuais US$ 600 milhões para US$ 1,3 bilhão, em 2.010. E o governo americano já sonda uma parceria com o Brasil com o objetivo de ampliar o mercado global para biocombustíveis e reduzir a dependência do petróleo, o maior vilão do aquecimento global. Ponto para o meio ambiente e para a nossa economia. (*) É presidente do Senado Federal.

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