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A LEITURA

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Esse tema de grande importância volta novamente à ordem do dia, mas, para tristeza geral, fomos informados que os brasileiros estão lendo menos. Esse foi o resultado apresentado pela pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência. O levantamento com abrangência nacional revela que o número de brasileiros leitores, considerando os que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa, caiu de 95,6 milhões em 2007, para 88,2 milhões em 2011. A pesquisa foi realizada entre 11 de junho e 3 de julho de 2011 e ouviu 5.012 pessoas, com idade superior a 5 anos de idade, em 315 municípios. O exercício sistemático da leitura é fundamental para todos desde crianças. Através dela, aceleramos nossos conhecimentos, enriquecemos o vocabulário, desenvolvemos criatividade, aprendemos a interpretar, adquirimos cultura e aperfeiçoamos nossa escrita. Atualmente, o livro disputa o interesse das pessoas com uma série de entretenimentos e tecnologias que parecem ser mais sedutores, o que contribui para o grande número de jovens que se mostram alheios ao poder da leitura. Constatamos algumas razões para a nossa população ler pouco ao comparar o Brasil com o Uruguai, a Argentina e o Chile: os livros são 20% em média mais caros aqui; a triste situação de que o analfabetismo é superior no Brasil, cerca de 15% contra 2%, 3% e 4% nos países citados respectivamente; e, porque temos muito menos livrarias. Em 2011, Buenos Aires foi eleita pela Unesco a Capital Mundial da Leitura. Lá, existe uma livraria para cada 6 mil habitantes. A Unesco recomenda uma livraria para cada 10 mil. Aqui, temos uma para cada 70 mil habitantes. Levantamento recente do Ecofuturo revelou a influência das bibliotecas sobre os potenciais leitores ao registrar que os estudantes de escolas próximas a bibliotecas comunitárias obtêm desempenho superior ao de alunos que frequentam regiões sem biblioteca. O índice de aprovação chega a ser 156% superior. Precisamos de providências urgentes para modificar este quadro. A educação é a base de tudo. Medidas como a desoneração fiscal dos livros, criação de bibliotecas públicas em todos os municípios, formação de novos leitores com aulas de leitura obrigatórias no 1º grau, premiação dos melhores alunos leitores e uma campanha nacional de doação de livros para as bibliotecas públicas com dedução no imposto de renda seriam algumas formas para inverter essa dramática situação.

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