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�gua em perigo - Editorial

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Mais um alerta, emitido pela Organização das Nações Unidas, deveria merecer atenção especial dos brasileiros. Através de sua agência para Agricultura e Alimentação (FAO), a ONU chama a atenção para o risco de ?dentro de 20 anos, uma proporção de dois terços da população do mundo deve enfrentar escassez de água?. Segundo as pesquisas da FAO, ?o consumo de água dobrou em relação ao crescimento populacional no último século? e, em função deste descompasso, ?pouco mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo já não têm acesso à água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias, assim como 2,5 bilhões não têm saneamento básico adequado?. Ainda segundo a Agência de Agricultura e Alimentação da ONU, ?a comunidade global tem conhecimentos para lidar com a escassez de água. O que é necessário é agir?. De fato. Conhecimento não falta, especialmente às autoridades. Escasseia, como bem a ONU denuncia, é a capacidade de agir, de adotar atitudes firmes e conseqüentes para coibir o desperdício d?água e racionalizar seu uso. Há muito que entidades científicas de todo o mundo clamam pela necessidade de se conferir a água seu devido valor. Previsões catastróficas (algumas inverossímeis, é verdade) se acumulam na internet e enchem páginas de jornais e revistas. Já se prognosticou até que a próxima guerra mundial seria travada pela água. Muitos dos cenários apocalípticos são desenhados, por mais surrealistas que possam parecer, em torno de um perigo real e inegável: o desperdício e a falta de planejamento para o uso da água potável são grandes perigos. Não é ficção científica o aviso da ONU. Os dados são reais e podem ser checados em qualquer lugar (observemos nós mesmos, como desperdiçamos água tratada...). Cobrar mudanças neste sentido é um ato de cidadania.

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