Opinião
Tempo de festa e paz - Editorial
Hoje é sábado de Zé Pereira e o tema não poderia ser outro: carnaval (e reflexões sobre Alagoas nestes dias de folia). Não se iludam com o clima de feriado, estamos iniciando um ciclo de três dias de muita atividade, geração de renda e trabalho. Em função da largueza do feriado (para muita gente, a festa começou ontem e só terminará na quinta, quiçá retornam ao batente na próxima segunda-feira), alargam-se também as preocupações e trabalhos nas áreas de segurança, saúde e lazer. Bares, restaurantes, hotéis e ? principalmente ? ambulantes têm pela frente dias de brilho, com milhares de clientes dispostos a despejar reais duramente poupados. Afinal, como aproveitar condignamente os dias de Momo sem dispender algum dinheiro? Investir em lazer nesses dias é uma máxima válida para todas as classes sociais. Cada um na sua. Enquanto muitos reclamam por um carnaval mais animado, muitos outros se refestelam com a tranqüilidade do tríduo momesco em Alagoas. E quem gosta da folia, se procurar, aqui encontrará. Em todas as cidades alagoanas, nas programações oficiais das prefeituras, pontos específicos estarão fervendo ao som dos ritmos da festa (axé, frevo e marchinhas). Mas, para além dessas praças, o clima será de paz. Essa é a tradição alagoana recente. Tradição que merece ser mantida, até para ampliar o poder de atração de Alagoas para visitantes desejosos de escapar das conturbadas urbanidades de Salvador, Recife, Rio ou São Paulo. Para manter essa opção de paz e tranqüilidade, é necessário planejamento e investimentos na segurança pública. Não rima com nenhum futuro as cenas de turistas sendo assaltados dentro de hotéis, ou nas ruas. E esse é um problema que precisa ser resolvido neste momento, enquanto ainda é tempo, antes que certos exemplos negativos se generalizem.