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Alta vulnerabilidade - Editorial

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Assaltos bem sucedidos sempre ensejam críticas ao sistema de segurança pública e a recente ação de bandidos contra o posto de arrecadação da Escola Fazendária é um desses exemplos capazes de provocar uma enxurrada de observações e análises negativas. Como pode ser cometido, com tamanha facilidade, um assalto contra um órgão encarregado da arrecadação de tributos? Supõe a vã filosofia cidadã que um posto de arrecadação deva ser dotado de um esquema de segurança com um mínimo de eficiência. Se um local de trabalho da Fazenda Pública, além de fiscalizar, recebe e resguarda valores, como não protegê-lo? E, em se tratando de proteção, seria o caso de dotar tal ponto com uma guarda composta por dois funcionários de uma empresa de segurança? Qual destino se poderia prever para um local de arrecadação de dinheiro (com um razoável poder de acumulação, pois foram subtraídos R$ 432 mil) cuja proteção ao único funcionário de plantão consiste de uma dupla de vigilantes? Poderia ser mais trágico o resultado de tal fragilidade defensiva. Em tais condições de vulnerabilidade, pode-se considerar como um alívio o fato dos ?seguranças? e do funcionário não terem sofrido maiores violências além do constrangimento e das ameaças. Da forma como estão sendo descritas as condições de segurança da Escola Fazendária, pode-se considerar uma sorte os bandidos não terem encostado um caminhão e carregado tudo de valor (móveis, equipamentos eletrônicos e tudo mais) que estivesse naquele órgão público. Exemplos como esse confirmam o aumento da ousadia das quadrilhas e o definhamento da capacidade do Estado em reagir e proteger cidadãos e bens públicos e privados. Exemplos como esse reforçam a necessidade cidadã de se cobrar das autoridades uma mudança efetiva nas políticas públicas de segurança.

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