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Recursos h�dricos – alerta!

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| Carlos Figueiredo * Apesar de ser um Estado privilegiado em recursos hídricos, de superfície e subterrâneo, Alagoas precisa urgentemente se preparar para enfrentar o problema de falta de abastecimento de água, gerenciando e monitorando estes recursos para diminuir a degradação em relação a quantidade e qualidade. É necessário analisar esse cenário e discutir questões ligadas ao uso e preservação de água do subsolo e superficiais, de apresentar as novidades em termos de equipamentos e matérias utilizados na extração de água subterrânea e, tudo que se refere a poços tubulares profundos, onde serão discutidos com técnicos, pesquisadores, universidades, a questão da água no âmbito econômico e social. Para isso, inicialmente os órgãos competentes deveriam aplicar as exigências da Lei Estadual nº 5.965, de 10 de novembro de 1997, em consonância com a Lei Federal nº 9433, e demais legislações pertinentes. Em relação às águas de superfície, além do Rio São Francisco, temos, principalmente nas regiões da Mata e Litoral, diversos mananciais de menor porte que poderão com custos relativamente baixos atender às demandas urbanas, rurais e industriais destas regiões. Infelizmente, pela falta de aplicação das legislações já disponíveis, estamos assistindo a degradação desses mananciais não somente pelo intensivo e abusivo uso na irrigação sem controle e com técnica não adequadas, e também por serem corpos receptores para os efluentes domésticos e industriais gerados em suas bacias hidrográficas. Quanto às águas subterrâneas, dispomos de diversos aqüíferos, destacando-se o sistema Barreiras que é extensivo por todo o Tabuleiro Costeiro do Estado, cujas reservas reguladoras da ordem de 930 milhões de metros cúbicos/ano poderão abastecer uma população de 13 milhões de habitantes por ano. As empresas de saneamento, hospitais, postos de combustíveis, industrias e outras atividades utilizam geralmente água subterrânea, por apresentarem baixos custos de captação e normalmente excelente potabilidade. Na maioria das vezes não necessita de adução tendo em vista que os poços tubulares podem ser construídos na própria área de consumo. Além dessas vantagens, a captação de água subterrânea é menos impactante que a de superfície para a qual se necessita da construção de barragens. Finalmente, foi aprovado pelo Senado o marco regulatório para o Saneamento Básico, que estabelece diretriz Nacional para o setor de Saneamento. (*) Engenheiro da Gecol/Casal.

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