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Opinião

Ainda a inseguran�a - Editorial

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O povo brasileiro, cada vez mais amedrontado com o crescimento da criminalidade e da violência, passa a viver novas expectativas com mais uma série de propostas de mudanças nas leis para conter as ações de bandidos surgidas em decorrência de novas cenas de repercussão internacional, como o caso da morte do garoto de seis anos, no Rio de Janeiro. Novamente, deputados federais e senadores são os primeiros a proporem e cobrarem medidas mais rigorosas contra o banditismo, quando até projetos sobre o mesmo tema, apresentados por muitos deles na Câmara e no Senado, chegam a ser esquecidos pelos próprios autores e terminam sendo aprovados emergencialmente. E poucos dias depois dos acontecimentos causadores das atenções urgentes e especiais, das comoções, raras são as pessoas que se lembram deles, manifestam revolta e lutam pelas devidas providências. Não é necessário ser especialista no assunto para saber e dizer que as medidas de combate à marginalidade, ao banditismo, devem começar já no ambiente familiar e nas escolas. Que o Brasil não pode continuar entre os mais violentos países do mundo, como um recordista em mortes por ações de marginais, superando inclusive as nações mais afetadas diretamente por conflitos armados. Por falta de medidas mais ousadas, constantes, rigorosas e realmente eficazes. Um maior número de brasileiros, dos mais pobres aos mais ricos, dos cidadãos e cidadãs comuns às maiores autoridades, passou à condição de vítima da violência nas comunidades rurais e urbanas nos 20 últimos anos. Fenômeno este também estimulado e alimentado por normas legais, como as que garantem a certeza da impunidade ou de punições leves para os criminosos não comprovadamente adultos. Entre outros fatores.

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