loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

As boas e as m�s

Ouvir
Compartilhar

| Marcos Davi Melo * As boas notícias são as de mais um excelente carnaval em Pernambuco, ao qual muitos alagoanos tiveram acesso a um custo muito baixo. A abertura oficial foi no Marco Zero, com Naná Vasconcelos e Maria Bethânia que cantou apenas cinco músicas, mas entre elas, com imenso sentimento, a belíssima Evocação Nº Um de Antônio Maria, o que por si só valeu o ingresso que não foi cobrado. No sábado, foi o gigantesco Galo da Madrugada. Somente para confortar os conterrâneos que reclamam que o Pinto da Madrugada sai muito tarde, registre-se que o Galo só saiu depois de meio-dia. Dai em diante foi novamente extraordinário. Muitos alagoanos que estiveram ali pela primeira vez demonstraram a sua estupefação face à tamanha multidão de foliões. Ainda em relação ao Galo, este ano, ao contrário dos anteriores, o Axé esteve presente. Na estrutura da Concórdia em que ficamos há vários anos, estavam mais de 60 conterrâneos, entre os quais a organizada professora Teresa Vasco, que consegue, depois de horas de folia, servir uma restauradora salada de frutas para os estafados foliões. A mais aguerrida foliona, entretanto é a Marivone Bonfim, que no final da tarde, ainda consegue atravessar o oceano de gente até a Rua 7 em busca do bloco anárquico-político Nóis Sofre Mas Nóis Goza. O Recife Antigo voltou a promover um belíssimo carnaval, com seus shows, maracatus, os seus incontáveis blocos de frevo e os líricos, que são acompanhados por longos cortejos de foliões. Olinda continua fazendo o carnaval mais original, irreverente e descontraído. Novamente acompanhamos o Encontro dos Bonecos Gigantes desde o alto do Guadalupe e comprovamos de perto como é penoso carregar nas costas um boneco que pesa até 65 quilos, descendo e subindo ladeiras. O surpreendente é como este sacrifício é motivo de orgulho para muitos dos carregadores, cujas famílias os acompanham solidárias e envaidecidas, dando-lhes água para matar a sede e enxugando-lhes o farto suor. A má noticia, infelizmente ocorreu aqui: a crônica falta de energia no Litoral Norte de Alagoas muito prejudicou o turismo no carnaval. Região paradisíaca sem igual, mas que sofre grande risco de ser inviabilizada pela desestrutura, que ameaça fechar os hotéis e pousadas da região. A precariedade da energia elétrica em Alagoas é um fato inquestionável, que precisa ser tratado desvinculado da questão político-ideológica, com o profissionalismo que esta questão básica, a energia, merece e foi tratada em outros estados. (*) É médico e professor da Uncisal.

Relacionadas