Opinião
Caindo pelas tabelas - Editorial
Para quem enxerga o turismo como uma das principais atividades econômicas modernas (e aposta nas potencialidades alagoanas), foi de turvar a visão os dados da recente pesquisa do Fórum Econômico Mundial sobre este tema. O Brasil, nesse estudo, amarga a 59ª posição. Uma triste informação. Segundo o Relatório de Competitividade de Viagem & Turismo 2007, depois de estudadas as realidades do mercado turístico em 124 países, os destinos mais procurados no mundo são as vizinhas européias Suíça, Áustria e Alemanha. Essa preferência global seria em função da valorização de critérios como infra-estrutura turística, facilidade e qualidade dos transportes, qualificação da mão-de-obra, limpeza e higiene, riquezas naturais e culturais. Para quem pretende questionar os resultados se baseando na suposta prioridade nos cenários naturais, os responsáveis pela pesquisa (do Fórum Econômico Mundial) já anteciparam uma resposta definitiva: ?Nosso estudo não é um concurso de beleza?. Curto e grosso. E irrespondível. Pesquisas como essa, e seus inquietantes resultados, deveriam servir de pauta de estudos para nossas autoridades e para o trade turístico brasileiro. Afinal, nossas belezas naturais estão no topo de qualquer lista específica, assim como a cultura popular brasileira tem enorme poder de atração. O que nos falta para transformar em verdade o discurso sobre a vocação turística do Brasil (e de Alagoas)? À frente do nosso País estão destinos como Bahrein, Costa Rica e Jordânia. O que isso significa? Quais as políticas que fizeram com que esses endereços passassem a serem mais procurados do que nosso belo Brasil? Aos alagoanos, especialmente, deveria tal pesquisa servir como fonte de reflexão e base para a formulação de políticas inovadoras e realmente produtivas para o turismo local.