Opinião
A sabedoria dos ad�gios
| Lysette Lyra * Segundo o Aurélio adágio é: ?Máxima ou sentença de caráter prático e popular, comum a um grupo social, expressa em forma sucinta e geralmente rica em imagens?. Os aforismos são muito usados na linguagem e, às vezes, na escrita corriqueira, e além de apregoarem uma verdadeira sabedoria, possuem uma graça bem característica. Nasceram da inspiração popular e sua origem se perde na poeira dos tempos. A língua portuguesa, sobretudo, é rica desses graciosos provérbios, mas, hoje podemos encontrá-los em línguas diferentes, o que se torna ainda mais difícil localizar o berço dessas manifestações. É uma revelação folclórica que se mantem imutável aplicando exemplos morais, filosóficos e religiosos. Há séculos vêm sendo analisados por pesquisadores e curiosos sem conseguirem localizá-los no período. Aqui seguem alguns deles: ?Casa de ferreiro, espeto de pau?; ?Quanto maior a nau, maior a tormenta?; ?Quanto mais alto é o pedestal, maior é queda?; ?O comer e o coçar, depende do começar?; ?Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam?; ?Quem come com porcos na lama chafurda?; ?Quem com ferro fere com ferro será ferido?. ?Deus fecha uma porta, mas, abre uma janela?; ?É melhor um pássaro na mão do que dois voando?; ?Praga de urubu não mata cavalo gordo?; O que é de gosto regala o peito?; ?Deus escreve certo por linhas tortas?; ?Deus ajuda quem cedo madruga?; ?Quem muito quer tudo perde?; ?Quem ama o feio bonito lhe parece?; ?Água mole em pedra dura tanto bate até que fura?; ?A ocasião faz o ladrão?; ?A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco?; ?Um burro carregado de livros não é um doutor?; ?Viver é como desenhar sem borracha?; ?Zangam-se as comadres, descobre-se as verdades?; ?Sapo de fora não chia?; ?Tudo vale a pena quando a alma não é pequena?; ?Homem com homem, mulher com mulher, faca sem ponta, galinha sem pé?; ?Junto da urtiga nasce a rosa?; ?Jacaré que fica parado vira bolsa?; ?Quem ama a rosa suporta os espinhos?; ?Quem não se ajeita por si se enjeita?; ?Quem vive na ignorância, aporta na escuridão?; ?O que o berço dá, só a cova tira?; ?O sábio não diz o que sabe,o tolo não sabe o que diz?; ?Macaco velho não põe a mão em cumbuca?; ?Melhor perder um minuto da vida do que a vida num minuto?; ?Manda quem pode, obedece quem tem juízo?. Enfim há uma infinidade de ditados. As religiões, mesmo, citam vários, em todas as línguas. Os aforismos encerram profundo bom senso. Em poucas palavras ditam sábios e práticos conselhos. (*) É escritora.