Opinião
Ontem, hoje e sempre a mulher
| Marcos Davi Melo * Afirmava em priscas eras o poeta Ovídio, que a mulher ?é sempre coisa variável e mutável?. Não por outra razão nós, seus eternos e submissos escravos tanto nos esforçamos para compreendê-las e tantas vezes damos com os burros na água. Mas, a ciência que é soberana e definidora final das dúvidas e angústias da humanidade, agora afirma que já sabe tudo sobre ela. Afinal, um dos maiores enigmas da história da humanidade, a mulher, está desvendado. Nós, abjetos machos, seremos os maiores beneficiados:, pois viveremos muito mais e melhor. Questões geradas pelo temperamento feminino, vez por outra explosivo e instável, levaram pensadores clássicos, como Petrônio a radicalizar e afirmar; ?Aquele para quem uma mulher não é castigo suficiente, merece várias?. Outros, movidos pelo mesmo tema, como o iluminado Shakespeare, na peça Antônio e Cleópatra, afirma: ?A mulher é prato para os deuses, quando não é o diabo que a prepara?. Questões como a convivência feminina, que geraram ao longo dos tempos tantas e tão variadas disputas e incompreensões entre elas e inevitáveis seqüelas para nós, levaram sábios como Públio Siro a afirmar: ?A mulher ama ou odeia; não há outra alternativa?. Ainda sobre a convivência feminina e ainda mais sobre a facilidade que as divinais criaturas têm de quando reunidas falarem todas ao mesmo tempo sem que ninguém escute ninguém, Guillaume Bouchet afirmou, talvez com algum exagero que ?há mil invenções para fazer as mulheres falarem, nem uma para as fazer calar?. Como sou apenas um insignificante e intransigente admirador delas, aprovo com louvor Dumas Pai que afirmava como nossa única alternativa de sobrevivência cherchez la femme! (buscai a mulher!), nesta semana que lhes foi justamente dedicada, pesquisei com tenacidade e pesquei uma ótima matéria publicada na Men?s Health que preconiza 21 coisas divertidas para fazermos para agradá-las. Entre elas estão: levá-la a um jogo de futebol, escalar um vulcão, cozinhar, ir a Fernando de Noronha, ir a um shopping (infalível segundo a matéria), arrumar a casa, fazer o que ela estiver com vontade, ir a um restaurante sofisticado, a um playstation erótico, dançar com um vibrador no bolso e usar com imaginação licor de menta nos momentos íntimos. Não sei se a ciência avançou tanto que tenha, afinal, resolvido este enigma maravilhoso ? a mulher; o que sei é que nada para nós é mais importante. Como afirmou Dante Milano, o iluminado gênio tutelar mor nesta questão: ?Tirando mulher, o resto é paisagem?. (*) É médico e professor da Uncisal.