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O novo mapa da viol�ncia

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| Antônio Albuquerque * Quando um bando de delinqüentes resolveu praticar crimes na pacata cidade de Limoeiro de Anadia, onde nasci, fui criado e iniciei minha vida política, o gesto imediato foi atender aos apelos de inúmeros telefonemas da localidade e buscar a ajuda da força policial. De pronto, encontrei a solidariedade do superintendente da Polícia Federal de Alagoas, delegado Bérgson Toledo, que mobilizou a inteligência de sua equipe para contribuir na interceptação dos marginais. Vale dizer que, para esse caso, o imobilismo verificado na Defesa Social do Estado talvez seja ainda reflexo do nível de desestruturação policial, herdado pelo governador Teotonio Vilela Filho. Como cheguei a ouvir interpretações simplórias segundo as quais o ato da bandidagem se constituiu numa espécie de desafio a minha pessoa, pelas raízes históricas no município, devo alertar à opinião pública para algo muito mais grave: a ação em Limoeiro de Anadia, analisada de forma conjunta a outros episódios violentos, leva a sugerir a tentativa de desmoralizar as instituições, a partir de ataques que respingam em representantes de poderes constituídos. Banalizar as ações é implantar o terror e acossar a sociedade, numa demonstração de que o novo mapa da violência poderá romper todos os limites em suas ações criminosas, não bastando o fato já aterrador de que somente 10% dos assassinatos são punidos no Brasil. A conclusão é decorrente da análise evolutiva das estatísticas sobre a criminalidade nos municípios brasileiros, objeto de recente divulgação. Os dados também comprovam a interiorização do crime. As cidades interioranas, com um passado de sossego, vivem cada vez mais desguarnecidas. O crescimento percentual do crime de homicídio vem sendo mais no campo do que na região metropolitana, onde nos últimos anos houve aporte maior de recursos provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública. O que fazer, então? Além das políticas de inclusão social, que trazem resultados em longo prazo, devemos conjugar esforços para promover a ação irmanada dos poderes, o melhor aparelhamento da Defesa Social do Estado, a integração efetiva das polícias e o combate à impunidade. Na Assembléia Legislativa, estaremos atentos a esse debate tão prioritário para a tranqüilidade da família alagoana. (*) É presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas.

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