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Opinião

Desprote��o total - Editorial

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Sempre descobrimos que podemos nos chocar ainda mais, nesta quadra de tempo, quando o assunto é insegurança pública. E a cada novo grande susto, advém um impacto indicando que chegamos ao fundo do poço. Desgraçadamente, no momento seguinte, descobrimos que ainda existe mais poço sob nossos pés. Este é o caso do seqüestro do juiz Paulo Zacharias, presidente da Associação dos Magistrados de Alagoas. Já sabíamos ser (muito) vulnerável a segurança pessoal da magistratura alagoana, visto a invasão da residência de veraneio do então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Estácio Luiz Gama de Lima, em janeiro de 2006. Naquela ocasião, quatro bandidos assaltaram a casa daquela autoridade e fizeram-no refém, assim como a seus familiares e aos dois policiais responsáveis pela segurança. Ninguém está a salvo. Mesmo sabendo da vulnerabilidade de toda sociedade, inclusive das autoridades constituídas, é chocante e assustador se tomar conhecimento do seqüestro de um juiz, enquanto se ouve o silêncio terrível da ausência de informações sobre o caso. Além de orar ao Todo-Poderoso, que mais poderemos fazer? Nem sabemos se deveríamos torcer por algum suposto mal menor: afinal, é pior ter alguém querido nas mãos do crime organizado ou do ?crime desorganizado?? Qual teria sido a motivação do seqüestro do juiz Paulo Zacharias? Alguma reação do crime organizado, objetivando desmoralizar (ainda mais) o Estado? Ou o magistrado teria sido vítima de um dos inúmeros bandos de meliantes que barbarizam, impunes, sem maiores planejamentos? Qualquer que tenha sido a motivação, esse ato criminoso provoca toda a sociedade alagoana. Este ato põe as autoridades em cheque e exige uma firme resposta.

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