Opinião
Problemas e solu��es da hotelaria no Litoral Norte
| Luiz Cláudio G. de Melo * Primeiro, gostaria de parabenizar o prefeito de Maragogi, Marcos Madeira, por ter colocado sua posição, em matéria veiculada nesta Gazeta na edição de domingo (4), em bom nível, o que demonstra sua boa formação e possibilita haver um diálogo e interação para a solução dos problemas de sua gestão. Em segundo lugar, represento e falo o anseio da Associação dos Hotéis e Pousadas e Trade Turístico do Litoral Norte (Ahmaja), que hoje conta com 56 empresas, cerca de 2.500 leitos, gera mais de mil empregos diretos e que tem encontrado muitas dificuldades na região Norte de Alagoas. O quadro atual é de indignação e desânimo, com empresas fechando suas portas ou sendo postas à venda, principalmente, as pequenas empresas hoteleiras, que precisam de um maior apoio das prefeituras. As empresas estabelecidas há mais tempo apenas sobrevivem sem remunerar o capital investido. Em terceiro, os problemas expostos são também das outras administrações municipais do Litoral Norte, principalmente no que concerne ao ordenamento das cidades e o uso abusivo de equipamentos sonoros, que afugentam os turistas. Os visitantes querem encontrar praias limpas, despoluídas, sem trânsito de automotores e animais. Os turistas desejam trânsito ordenado e sinalização adequada, bons restaurantes, lojas e principalmente ambientes naturais preservados e sem poluição sonora. Não somos contra as festas populares, pelo contrário, elas são importantes. Mas é preciso estabelecer os limites de convivência para atender os interesses de ambos. As realizações declaradas pelo prefeito de Maragogi, a exemplo da formação de mão-de-obra pela carreta escola do Senac, a casa cedida para a Associação dos Artesãos, e a participação em alguns eventos turísticos são importantes, mas não é o suficiente para se consolidar um pólo turístico. A instalação de uma Universidade Aberta do Brasil em Maragogi é uma grande conquista pela qual o parabenlizamos e já estamos mobilizando todo o trade para cooperar com mobiliário e equipamentos. Pensamos que as prefeituras vizinhas devem também ajudar tendo em vista que vai favorecer toda a região. O projeto de revitalização da orla já nos foi apresentado e será realmente um marco na gestão de Marcos Madeira, porém poderá ser uma ?vitória de pirro? se o saneamento de Maragogi não funcionar. Há uma distância entre o que o pensamos e precisamos e o que as administrações municipais pensam e realizam. A exemplo disto é o calendário municipal de eventos que desconhecemos totalmente. Então, pelas razões acima expostas, finalizo fazendo um convite aos prefeitos e as secretarias dos municípios em que a nossa Associação atua para que façamos um fórum com os empresários, buscando uma aproximação e soluções. (*) É presidente da Ahmaja.