Opinião
Sa�de p�blica na UTI - Editorial
Ao empossar o novo ministro da Saúde, o presidente Lula disse que ele terá de assumir ?um pepino?, conforme informou a Agência Brasil. O mais novo e principal gestor dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) não é calouro, e sim, bastante identificado como profissional e executivo no setor, inclusive no próprio ministério, sentido-se, portanto, confortável nele, como destacou. E completou, afirmando ser a pasta da Saúde um ministério com relevantes serviços prestados, e com problemas como todas as políticas sociais do Brasil. Disse também o presidente Lula que a nova missão do ministro da Saúde é qualificar o atendimento à população e garantir a transparência na utilização dos recursos. Do dinheiro destinado à saúde pública, e que continua sendo insuficiente para atender às necessidades de internações e de outros de assistência no campo da medicina, a exemplo dos medicamentos, nas instituições públicas, filantrópicas e da rede privada. Embora não faltem para a utilização em esquemas fraudulentos, em roubalheiras. Nas mais perversas formas de abuso até hoje praticadas às custas do erário, vide a compra superfaturada de ambulâncias por intermédio de emendas parlamentares (a famigerada ?Máfia dos Sanguessugas?). Sem dúvida que essa transparência (prometida) é um direito do povo. Afinal, com a saúde pública na UTI, resta à cidadania, pelo menos, o direito de saber a quantas anda o tratamento do paciente. De cada cidadão, de cada cidadã, deste País, onde uma expressiva parcela dos habitantes continua sem acesso aos serviços de boa qualidade, apesar da Constituição estabelecer que a saúde é um direito de todos. ?Para que a população possa saber onde os recursos estão sendo utilizados e para que estão sendo utilizados? ? prometem as autoridades maiores. Vamos torcer para que essa esperança se confirme.