Opinião
Livre para voar - Editorial
Propostas concretas foram a tônica das falas dos representantes alagoanos durante evento nacional, realizado na semana passada, dedicado ao turismo. É mesmo hora de se marcar essa linha: apresentar propostas, batalhar por projetos reais, ousar investir. Chega das ladainhas reclamantes da ?falta de centro de convenções e de aeroporto internacional?. Mesmo problemas graves, como o da insegurança pública, não podem mais ter o tom de lamúria ? afinal, se fosse pelo banditismo, o Rio de Janeiro teria deixado (há décadas) de ser uma referência mundial e principal porta de entrada no Brasil. Idéias como o Festival Internacional de Música Instrumental, levado ao encontro pelas representações dos municípios de Maragogi e Japaratinga, são exemplos de ação positiva, de iniciativa criadora. Outra ótima idéia: os representantes de Marechal Deodoro (fortalecidos pela revigoração do destino Praia do Francês) buscam articulação com os municípios de Pilar e Barra de São Miguel, para desenvolvimento de objetivos comuns para disponibilizar novas alternativas ao turista que, inicialmente, visa apenas a praia. Este é o caminho. E nossos focos de atração não se limitam as praias ? mesmo sendo a orla o grande imã, deve-se estender ao olhar do turista outros objetos do desejo. E aqui se descortinam os patrimônios ambientais e culturais espalhados por todo Estado. Algumas coisas devem ser consideradas como princípios: a persistência e a capacidade de enfrentar obstáculos; a criatividade o conhecimento do lugar; a decisão de não depender de governos. Continua sendo o turismo uma das principais vertentes para o desenvolvimento em Alagoas. Para se avançar nesse caminho é indispensável um empreendedorismo baseado nas ações propositivas, na ousadia e na autonomia de vôo em relação ao Estado.