Opinião
Desafios na educa��o - Editorial
Oficializado exatamente no mesmo dia do anúncio, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, de que o Nordeste é a prioridade de investimento do programa de alfabetização de jovens e adultos, o fim da greve no setor em Alagoas pode e deve ser o reinício da luta efetiva pela melhoria da qualidade e maiores possibilidades de acesso ao ensino. O momento ideal para a discussão sobre as medidas neste sentido é agora, começando com o balanço dos efeitos do não comparecimento dos professores nas salas de aula durante mais de dois meses. O próprio ministro disse que os municípios nordestinos têm uma taxa de 12% de analfabetos nessa faixa etária, enquanto nas demais regiões o índice é de 2,6%. Em uma escala de 1 a 10, o Brasil está abaixo de 4 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e quer chegar à nota 6, faixa dos países desenvolvidos. E salientou que isso só deve ocorrer em 15 anos. Enquanto isso, continuam as necessidades de soluções para uma série de problemas acumulados e agravados, ao longo de décadas, no sistema educacional público do País, e especialmente do nosso Estado, desde os fatores relacionados aos salários dos servidores, à quantidade insuficiente de escolas e o descaso em relação à manutenção dos prédios e equipamentos. Evitemos o pior, o agravamento das situações constrangedoras nessa área. Elas podem ser resolvidas em pouco tempo, se o campo da educação passar a ser administrado e devidamente fiscalizado por um maior número de pessoas devidamente zelosas com o dinheiro público. Até porque boa gestão no ensino vale mais que verbas, conforme mostra uma recente pesquisa feita a partir dos dados do Sistema Nacional da Avaliação Básica e da Prova Brasil, aplicados pelo Ministério da Educação.