Opinião
Sa�de p�blica - Editorial
A saúde pública brasileira continua sendo associada à má gestão e à corrupção. Mas é preciso existir maiores preocupações, cobranças da parte não só dos prestadores de serviços à população através do SUS, mas dos legisladores e governantes em relação a mais antiga e principal causa dos problemas do setor que, em 2005, já era responsável por cerca de 11 milhões de internações em todo o País: a falta de um reajuste justo dos valores pagos estabelecidos pelo próprio governo para os atendimentos feitos nos consultórios, laboratórios e hospitais. Da tabela do SUS, que desde a implantação do Plano Real, como reclamam as entidades dos trabalhadores e estabelecimentos particulares e filantrópicos dessa área, vem sendo reajustada em percentuais insignificantes em relação à inflação e em relação ao aumento dos preços dos maquinários, materiais, insumos, medicamentos, salários. Sem esquecer os dos serviços públicos, como água e energia, entre outros fatores. Não se pode exigir maiores sacrifícios da população. Nem mesmo das pessoas que fazem parte da minoria dos brasileiros que podem comprar remédio e ter assistência médica sem depender do SUS, uma vez que já pagam ao governo, com impostos, multas e contribuições para ser bem atendida. Sem precisarem procurar o Ministério Público e os tribunais de justiça. Para acabar com as deficiências, as carência, os dramas sociais de Estados como os nossos, que, gastando menos de setenta reais por cada habitante, estão entre os que menos investem na saúde pública. Inclusive no Nordeste. As conclusões do estudo e relatório do Banco Mundial (Bird), elaborado a pedido do Ministério da Saúde, apontam a ineficiência como uma das principais ameaças à sobrevivência do Sistema Único de Saúde (SUS). Cabe a nós a vigilância para forçar solução das autoridades.