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Opinião

O ser humano precisa de paz .

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Por Marcos Davi Melo - médico e membro da AAL e do IHGAL | Edição do dia 13/01/2024 - Matéria atualizada em 13/01/2024 às 04h00

A violência na América Latina pontificou no discurso de posse de Gabriel Garcia Marquez ao receber o Prêmio Nobel, quando lembrou a brutalidade dos conquistadores espanhóis contra os astecas e os maias, os tiranos que se repetiram ao longo dos séculos e os repetidos golpes militares sangrentos na região, sempre violentos na repressão aos dissidentes.

Segundo Fénelon, “os homens dizem que são todos irmãos, mas se entrematam; os animais ferozes são menos cruéis. Os leões não fazem guerra aos leões, nem os tigres aos tigres; eles só atacam animais de espécies diferentes; só o homem, embora racional, faz o que os animais irracionais nunca têm feito”.

Observar o comportamento humano, incluindo o eu, é um fardo que só filósofos ousam carregar ou Freud, mas os intelectuais como Shakespeare o fizeram: “Ama a todos, confia em poucos, / A ninguém ofendas: está à altura de seu inimigo / Mais pelo poder do que pelo uso e guarda teu amigo / No coração a sete chaves; deixa-te censurar por seres silencioso, / Nunca, porém, por falares demais”. A violência voltou a trepidar a América Latina agora no Equador, é a força do narcotráfico e do crime organizado.

Foi gratificante o reconhecimento do cientista político Steven Levitsky e da imprensa profissional norte-americana - inclusive o seu jornal mais importante, o New York Times - afirmando que o Brasil enfrentou melhor do que os EUA a questão das ameaças e ataques violentos à democracia. A violência está historicamente associada aos regimes autoritários e ditaduras, sejam elas de direita ou de esquerda. Termos mantido a nossa democracia e servirmos de exemplo para a democracia mais tradicional do mundo é motivo de orgulho para todos os brasileiros que querem a paz.

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