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Opinião

Uma esperan�a - Editorial

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Finalmente surge uma notícia capaz de gerar esperanças da população alagoana em relação a um dos piores problemas do campo da saúde pública, que é o da superlotação da Maternidade Escola Santa Mônica, em funcionamento desde 1964 e considerada a única de referência para os casos de gestação de alto risco da rede pública. A implantação da Rede de Obstetrícia, já denominada de Pró-Mater e destinada ao atendimento das gestantes e parturientes em estabelecimentos mais próximos de suas residências, nas chamadas cidades pólos, é dessas iniciativas que devem ser concretizadas logo e com a imprescindível seriedade. A cada dia aumenta o número de pessoas que mais necessitam de assistência médica e dependem unicamente dos prestadores de serviços mantidos com recursos públicos. E as necessidades maiores e mais urgentes são da população feminina. Sem esquecer que expressiva parcela deste segmento é constituída de adolescentes, de jovens das comunidades tradicionalmente mais pobres e, portanto, mais carentes não só de atenções à saúde. Por mais insuficiente que seja a quantidade de dinheiro nos cofres dos municípios, dos Estados e da União, é inaceitável e lastimável, em todos os aspectos, o que vem acontecendo com a maior parte das cidadãs alagoanas, que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), nas ocasiões que elas mais precisam de atendimento na área da medicina. E pior seria se os reclamos, os protestos das vítimas dessa falta de respeito, dessa verdadeira desumanidade, e dos vários setores da sociedade organizada, não resultassem nas providências adotadas nos últimos meses pelo Ministério Público e os tribunais. E que têm sido anunciadas juntamente com o crescimento dos números da mortalidade infantil. Não há mais tempo para retrocesso em campo tão delicado.

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