Opinião
Bons n�meros - Editorial
O governo do Estado começou a semana comemorando, além dos primeiros resultados do fim da histórica greve dos trabalhadores da educação, o crescimento da receita própria nos seus três primeiros meses. Em comparação com igual período do ano passado, os números são alentadores. Mas ainda não existem motivos para maiores comemorações. A julgar pela informação do próprio governador Teotonio Vilela, em entrevista à imprensa, de que existe uma dívida mensal de R$ 10 milhões causada pelo déficit de R$ 400 milhões que encontrara ao assumir. Só a questão do espantoso endividamento é suficiente para que os gestores em quaisquer áreas da administração pública se preocupem cada vez mais com o futuro do Estado, com as necessidades mais urgentes da população. Especialmente dos segmentos que ainda continuam esperando pela saúde, pela educação de qualidade. Por todos os serviços que devem ser assegurados e melhorados com o dinheiro do povo, e que somente não têm faltado para a alegria sempre reforçada de uma minoria, que tem o privilégio de propor e aumentar os próprios salários. Especialistas e leigos em economia sabem que são necessários enormes sacrifícios e esforços dos poderes públicos, de cada político, exercendo mandato ou não, as entidades não governamentais, a sociedade civil organizada, para Alagoas comemorar a retomada do verdadeiro crescimento social e econômico. O caminho a ser percorrido nesse sentido continua longo e repleto de obstáculos, que começam com as dívidas acumuladas e sempre crescentes. Inclusive as sociais. Sem falar em outros problemas que seriam evitados se, no serviço público, não existissem a corrupção, a desorganização, a incompetência e o desleixo em relação à ética. O Estado precisa de números melhores o quanto antes.