Opinião
(In)seguran�a - Editorial
Os governadores do Nordeste acabam de discutir, em reunião no Palácio do Governo da Paraíba, os problemas que têm sido motivos de suas maiores preocupações, sendo o principal a violência. E mais uma vez volta a ser defendida a necessidade da integração das polícias, bem como de discussões mais amplas sobre a questão da segurança pública cada vez mais assustadora no Nordeste e em todo o território nacional. Os representantes dos governos estaduais da mesma sofrida região estarão discutindo, já nesta quarta-feira, mas em Pernambuco e de maneira isolada, sobre as políticas públicas de combate à criminalidade. E dizem que o ministro da Justiça, o secretário nacional de Segurança Pública e outras autoridades também estarão nessa próxima reunião com alguns governantes e representantes dos Estados que formam mais uma nova frente por soluções que mais dependem de recursos e outras formas de apoio da União. Tomara que desta feita, com os novos debates e tentativas contra a maior onda de insegurança pública na história do Brasil, de todos os tipos de crimes, nos domicílios, no lazer, trabalho e estudo, os discursos resultem na execução de uma série de medidas até agora existentes apenas como promessas ou intenções. Certamente, várias pessoas envolvidas diretamente nessa nova mobilização pelo desenvolvimento verdadeiro do Nordeste, somente possível com mais investimentos na área da segurança, são sabedoras das reais causas dos maiores e complicados desafios de todas as instituições ligadas aos direitos humanos, especialmente dos poderes Executivo e Judiciário. E quem são os maiores responsáveis pelos altos índices de criminalidade? E os motivos de, até em lugares com populações mais pobres, inclusive no Nordeste, os números de ocorrências e de vítimas são inferiores em comparação aos mais desenvolvidos.