Opinião
A guerra � aqui, Ex�rcito nas ruas, j�!
| Mirian Gusmão Canuto * Vou com relativa freqüência à Nova York. Optei por revê-la nos dias que antecederam à Semana Santa. Aprecio, nessa época do ano ainda muito fria, ver as pessoas elegantemente vestidas, transitando pela 5ª Avenida. Estando com uma executiva brasileira, nascida no Rio e que lá trabalha há 13 anos, comentávamos sobre a crescente onda de violência no Brasil. Comparávamos a Big Apple às cidades brasileiras. Enfatizava a amiga a segurança em que vivem atualmente os nova-iorquinos. Continuava: ?Mesmo à noite, em caminho de casa, costumo vir trabalhando com meu laptop no metrô?. Habitualmente, uso táxi. Além de numerosos são práticos e seguros. Fiquei curiosa com a afirmação da carioca. Tomei o metrô na 50 St. e fui até Battery Park, lugar de onde saem os barcos que levam os turistas a Estátua da Liberdade. O fato era notório: testemunhei a tranqüilidade. Pessoas bem vestidas, executivos indo ao trabalho, estudantes e crianças. Passei a refletir. Nova York já foi considerada uma cidade perigosa (nada comparada às brasileiras, é claro!). Houve vontade política de reverter o quadro, e hoje se vê uma Nova York alegre, descontraída e, principalmente, segura. À noite em Time Square, onde há a maior concentração de turistas da cidade, é uma festa. A polícia montada se faz presente nos mais diversos pontos. Fico refletindo sobre Maceió e nosso Estado. Há pouco menos de 3 anos, contava-se o número de assaltos e seqüestros. Os chamados relâmpagos, praticamente, não existiam. No interior, a segurança era total. As famílias dormiam de portas semi-abertas, sem maiores preocupações. Podiam usufruir de suas chácaras, sítios ou fazendas. Éramos capazes de enumerar as pessoas, geralmente desconhecidas, que haviam passados por trágicas experiências. Atualmente os fatos inverteram-se! As vítimas assaltadas, seqüestradas e ameaçadas são nossos vizinhos, amigos e familiares. Nos meios de comunicação a violência é assídua e assombrosa. Devemos interromper já essa corrente! É preciso distinguir e priorizar os problemas emergenciais brasileiros. A violência está no topo. Os poderes constituídos precisam unir forças e ações para combatê-la. Segurança é imperativo! E vou mais além: a guerra é aqui, Exército nas ruas, já! Os brasileiros e nós alagoanos precisamos muito mais de nossas respeitadas forças armadas do que a população do Haiti. (*) É médica e empresária de Turismo.