Opinião
Tempo de a��es - Editorial
A Assembléia Legislativa, cuja iniciativa de realizar, como realizou na semana passada, sessão especial buscando soluções para os problemas do campo, que não foi prestigiada pela maioria dos deputados com assento na Casa, deve promover outros debates sobre a realidade das comunidades rurais frequentemente. E também estudar a possibilidade de não agendar para às sextas-feiras ou véspera de feriados as reuniões extraordinárias para o debate das questões que mais dizem respeito à população e precisam contar com um maior número de seus parlamentares. A pauta das discussões da mencionada sessão foi das mais oportunas. Todos os temas foram referentes às causas e às conse- qüências das condições em que vivem, pelas estimativas da própria Secretaria de Agricultura do Estado, mais de 400 mil agricultores, em todo o território alagoano. Boa parte das idéias apresentadas nessa mesma sessão pode ser encontrada nos anais do nosso Legislativo estadual desde o Império. Daí a importância de debates mais freqüentes, de cobranças de soluções sem tréguas até que sejam efetivadas. Daí a necessidade de maior preocupação e dedicação dos representantes do povo no poder, em relação aos trabalhadores e produtores rurais, aos demais segmentos da população. Uma das melhores oportunidades para isso está sendo oferecida para agora, com a problemática da desnutrição voltando a ser amplamente discutida com os diversos setores da sociedade do Estado que aparece em recente avaliação dos ministérios da Saúde, da Assistência Social e Unicef, abrigando o maior índice de crianças desnutridas no Semi-árido nordestino: 9,5%. Em tempo: 35 municípios de Alagoas onde vivem mais de 700 mil alagoanos estão nessa região. Nosso legislativo não deve desistir, apesar dos percalços, mas discutir o assunto muito mais.