Opinião
Solidariedade real - Editorial
Divulgado pela diretoria da Rede Feminina de Combate ao Câncer, o relatório da instituição, relativo aos trabalhos de 2006, é um estímulo à cidadania solidária. Nas últimas páginas do relatório, uma resumida e eficiente descrição contábil informa o movimento de recursos numa entidade responsável pela salvaguarda da saúde e da vida de centenas de pacientes. Magros números para resultados de grande peso social e humano comprovam a capacidade multiplicadora do bom senso. Informa o relatório que foram investidos R$ 164,4 mil reais durante o ano de 2006. Mais de 200 pacientes foram acolhidos pelo trabalho da Rede Feminina de Combate ao Câncer na Casa de Apoio Lenita Quintella Vilela, o que ? numa conta superficial ? indica um custo anual de aproximadamente de R$ 800,00 por vida salva. É indispensável salientar que a incorporação da Casa de Apoio Lenita Quintella Vilela, construída num esforço coletivo liderado pelo empresário José Aprígio Vilela, e inaugurada em junho de 2004, proporcionou, além dos trabalhos desenvolvidos naquele centro, a capacidade de melhor mensurar as realizações e resultados do labor voluntário cotidiano da Rede Feminina de Combate ao Câncer. Desde junho de 2004, portanto, pode-se contar com exatidão o número de usuários vindos do interior que complementam seu tratamento contra o câncer em Maceió: 543 pessoas, de idades variadas, de ambos os sexos e moradoras de 100 dos 102 municípios alagoanos. O relatório de 2006, ao prestar contas do ano em tela, descortina o horizonte da obra realizada desde dois anos atrás, ampliando assim as informações sobre esse esforço vital. Que este exemplo possa estimular muito mais em solidariedade e cidadania, ali praticadas sem alarde, sem outros objetivos que não seja salvar vidas.