Opinião
�ndios - Editorial
Em 1940, o 1º Congresso Indigenista Interamericano, reunido em Patzcuaro, México, aprovava a Recomendação de nº 59, proposta por representantes do Panamá, Chile, Estados Unidos e México, entre outros itens, a institucionalização do Dia do Índio pelos governos dos países da América, que passou a ser comemorado anualmente, em 19 de abril. A data vem sendo comemorada no Brasil desde 1944, com diversas atividades, entre as quais, a divulgação da cultura indígena, de conformidade com o Decreto-Lei 5.540, de 2 de junho de 1943. São quase sete décadas, portanto, de eventos, os mais variados, dedicados à divulgação das tradições do segmento da população, bem como à conscientização e às lutas em relação aos problemas, por soluções definitivas aguardadas já pelos ancestrais desses povos ao longo de séculos. Como vem acontecendo há anos, a Semana do Índio é marcada no País com discussões e protestos ligados à questão das terras, às deficiências na assistência à saúde, e aos serviços na área da educação e, sobretudo, no que diz respeito aos delitos violentos. Somente de 2006 para 2007, o número de índios assassinados cresceu 64%, passando de 56 para 92 casos registrados em uma população total de 734 mil indígenas no País, como mostra um relatório elaborado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Igreja Católica. Pelo que verificamos nos dados de estudos mais recentes há, ainda, a necessidade de muitas ações, de políticas de acordo com os anseios desses seres humanos. Temos que comemorar, já no Dia do Índio do próximo ano, resultados significativos dos movimentos que ora acontecem nos Estados e, especialmente, em Brasília, em defesa dos direitos dessa gente, que não pode continuar constantemente sob a ameaça de perseguições e extermínio. Uma correção para a História.