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Plano de seguran�a

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O Plano Nacional de Segurança Pública completa dois anos na próxima quinta-feira, com a nação ainda à espera da execução de boa parte das medidas anunciadas pelo governo federal para o combate à criminalidade, quando de seu lançamento. E outras deverão ser prometidas, quando o País se prepara às novas eleições, desejando, obviamente, a implementação de todas elas antes que a situação piore. Algumas das novas decisões já estão sendo anunciadas, como o repasse de mais verbas aos Estados, a criação de uma central de mandados de prisão e a informatização das delegacias, para permitir a comunicação entre as polícias de todo o País. E o levantamento das informações sobre a criminalidade nos órgãos estaduais de segurança pública, que será desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse estudo resultarão um diagnóstico da situação dos Estados e propostas com vistas a um modelo único de registro de ocorrências policiais. A informação sobre o citado trabalho foi divulgada anteontem pela Agência Estado, com o detalhe de que a vitimização também será pesquisada em domicílios, por amostragem. A pesquisa está prevista para 2003 ou 2004. E medirá a percepção da violência pela população, investigando a reação das pessoas afetadas direta e indiretamente pela criminalidade. Algumas dessas providências coincidem com as que vêm sendo de há muito reclamadas por especialistas no assunto, parlamentares e as entidades ligadas às lutas contra a violência. Entre essas, sublinhamos a necessidade de um maior volume de verbas, que o governo terminou reduzindo, e a modernização dos sistemas de informação. Ao mesmo tempo, a bandidagem tornou-se mais ousada, assustadora, além de reforçar os gastos em equipamentos e estratégias. A valorização e as reformas das polícias precisam ser tratadas como prioridades, sempre que se discutir os mais antigos e graves problemas relacionados à segurança pública. E nenhum destes nem os de menor gravidade deixarão de ser motivos de preocupação dos poderes públicos e do povo, se planos como esse, lançado há dois anos, para todo o País, não forem atualizados e devidamente executados.

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