Opinião
Continuando por New York
| Lysette Lyra* Tudo que você imaginar encontra em New York City. É admirável. Existe a rua da moda; das bijuterias; das jóias; dos sapatos; das bolsas; das roupas masculinas; dos eletrônicos; sem contar a infinidade de restaurantes de todas as nacionalidades e os pequenos mercados que vendem, além de frutas, comidas prontas para levar para casa. Os teatros estão por todo lado, sobretudo na Broadway, com os mais variados tipos de espetáculo. Grandes sucessos se exibem naqueles quarteirões iluminados, que são uma eterna festa para os olhos. Afora as atrações musicais do Soho e do Village, do melhor jazz e músicas populares mundiais do Blue Note. Ivan Lins, Gal Costa, Gilberto Gil já cantaram lá. Há discotecas, passeios de barco, circo, sem contar os ballets e as músicas eruditas no Lincoln Center, Carnegie Hall e em outros teatros. Os vários museus apresentam os acervos mais completos do mundo. No Metropolitan, no Moma, no Guggenheim você encontra exemplares valiosos da arte. O Museu de História Natural, ao lado do Central Parque, é o mais importante do planeta. Hotéis magníficos estão lá. Apartamentos que valem milhões situam-se em volta do Central Parque, um espaço arborizado no meio dos compactos blocos de megaedificios da Ilha de Manhattan. Em sua vasta área você se depara com lagos, jardim zoológico, campos de esporte, charretes, bucólicos restaurantes, gramados bem tratados para descansar e namorar. Num dos lados fica o Harlem, o bairro dos negros, em cujas igrejas se assiste a interessantes missas Gospel. Quase na ponta da ilha, do lado leste, conhecemos o Seaport com o mercado Fulton, velho edifício transformado num lugar turístico e comercial. Alonga-se até o píer 17 por onde, no começo da imigração, entravam os estrangeiros em busca de trabalho. Desembarcavam na Ilha de Ellis que fica em frente, e só após os exames médicos, eram liberados. Mais acima estão os bairros chineses e a Little Italy, habitada por italianos. No outro lado, no oeste, encontramos o distrito financeiro com a famosa Wall Street e o edifício neoclássico da Bolsa. Nessa região vemos, ainda, os alicerces do World Trade Center Building, cuja tragédia marcou a lembrança de toda a humanidade como o mais cruel, o mais terrível ato de terrorismo que um cérebro humano pode conceber contra milhares de inocentes. No mar, lá na entrada da baía, vê-se, na Ilha de Bedloe, a majestosa Estátua da Liberdade. (*) É escritora.