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Perigos evidentes - Editorial

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Sob as insistentes pancadas de chuva que têm castigado a virada de abril para maio, os alagoanos devem prestar mais atenção nas notícias de prognósticos do tal efeito estufa. Cercados de água, seja pelas lagunas, praias ou rios, deveríamos nos ater mais aos sinais da natureza. Segundo a imprensa especializada, sombrias previsões acerca de conseqüências danosas do efeito estufa estariam minimizadas (por razões políticas) e, pelos pareceres de outros tantos estudiosos, os problemas devem acontecer mais cedo do que o previsto oficialmente. E cálculos recentes vêm ao encontro desses alertas. Segundo cientistas de um grupo de estudos da ONU chamado Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), ?desde 1979, o Ártico vem perdendo cerca de 9% de sua camada de gelo a cada década?, embora as pesquisas anteriores divulguem, ?em média, uma taxa de degelo de menos da metade disso?. Segundo análises mais recentes, as ?evidências indicam que, até meados deste século, o Ártico poderia ficar totalmente sem gelo durante os verões?. Para onde vai esse gelo derrtido? Todo o gelo liqüefeito, naturalmente, vai aos oceanos, podendo, a depender da quantidade, elevar o nível do mar e provocar uma série de mudanças climáticas, interferindo nas estações e, especialmente, no regime da chuva. A causa de tal fenômeno está em trabalho assinado por um grupo de cientistas e publicado na revista Geophysical Research Letters, onde se ?calcula que pelo menos metade do aquecimento climático observado, desde 1979, se origina de emissões humanas de gases que causam efeito estufa?. Nenhuma novidade. E infelizmente, as reações de apatia e conformismo, na maioria dos países, inclusive no Brasil, reforçam a sensação de que caminhamos para um desastre. Ainda é tempo de interferir.

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