Opinião
Medidas ideais - Editorial
O ministro do Trabalho e também deputado federal, Carlos Lupi, afirmou esta semana, em declarações à Gazeta Mercantil, na véspera do Dia do Trabalhador, comemorado no Brasil e em outros países no dia 1º de maio, que a reforma sindical não sairá durante o segundo mandato do presidente Lula. Na mesma ocasião indicou a redução da carga tributária como medida para aumentar as oportunidades de trabalho com carteira assinada no País. Como o próprio ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, é ministro da Previdência, e o presidente da Força Sindical, Paulinho, disse, como informou o jornal Valor Econômico, ?se não fossem as taxas de juros, esse governo seria perfeito?, e há outros antigos sindicalistas na administração federal, podem ocorrer, com maiores facilidades, as mudanças objetivando o chamado desenvolvimento sustentável. Com maiores investimentos nas áreas de infra-estrutura e social, priorizando-se a saúde, educação, moradia, transporte e o meio ambiente. Além de políticas geradoras de maiores fontes de emprego e renda. O governo e aliados falam em avanços, destacando a recuperação do poder de compra do salário mínimo, que passou de R$ 350 para R$ 380 no início de abril, bem como as políticas de transferência de renda com programas assistencialistas como o Bolsa Família. Mas estes não podem ser mantidos nem ampliados, mesmo contemplando maior quantidade de pessoas comprovadamente carentes, com recursos retirados do montante previsto no orçamento da União para os governos federal, estaduais e municipais investirem na manutenção e melhoria da assistência médica, em saneamento básico, em armamentos e outras necessidades no setor da segurança pública, bem como nos serviços da rede pública de ensino. Em políticas públicas com efeitos mais abrangentes e duradouros.