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Opinião

Uma data memor�vel

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| Eduardo Bomfim* Comemoramos mais um Primeiro de Maio nesta semana de 2007. Na verdade é uma data que tem um significado histórico relativo a um fato não menos especial para os trabalhadores de todo o mundo. No entanto, acredito que nos dias atuais ela transcende aos episódios que marcaram aquela fria Chicago (EUA), em 1886, quando oitocentos mil trabalhadores foram às ruas exigindo a jornada de oito horas de trabalho. Centenas de presos e mais de três dezenas de trabalhadores foram mortos em confronto com a polícia. Quatro deles foram enforcados posteriormente e um se suicidou na prisão. Qualquer luta social era considerada, sob qualquer aspecto, rigorosamente como um caso de polícia. Atualmente, a luta dos assalariados é tratada, em boa parte dos países, com alguma civilidade, de forma mais permissiva. Vieram as grandes tempestades libertárias da História que varreram todos os continentes. Surgiu em 1917 o primeiro Estado sob a direção dos proletários na extinta URSS, espalhando a notícia de que o sonho era perfeitamente realizável. A humanidade foi sacudida por intensas batalhas políticas ou reivindicatórias que se sucediam uma atrás da outra. A peleja pelos direitos fundamentais dos trabalhadores foi adquirindo maior descortino. Percebeu-se que o manejo dos cordões dos exploradores locais estava subordinado aos interesses incalculáveis dos grandes impérios. Foi assim que, através de imensos movimentos com particularidades específicas em cada nação, começou a ruir, por exemplo, o império britânico sobre o qual diziam os próprios, era tão extenso e poderoso que nele o Sol nunca se punha e abraçava o mundo, a Grã-Bretanha. As coisas foram mudando e a luta pela soberania das nações, a emancipação social dos trabalhadores, transformaram-se em partes indissociáveis de uma mesma esperança. Ruíram colonialistas ou neocolonialistas de menor peso. Assumiram o papel de senhor dos céus e das terras os EUA. Hoje as lutas prosseguem sob condições mais sofisticadas porque a percepção dos povos adquiriu elevado nível de consciência e resistência. Em conseqüência, os atuais senhores do mundo procuram manter e expandir a sua dominação através da intimidação, das guerras fratricidas, mas também pelos corações e mentes dos colonizados do novo milênio. Uma data memorável de festa e luta renhida. (*) É advogado

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