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Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL)

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| Adeilson Teixeira Bezerra * Nos últimos vinte anos, a questão ambiental vem se tornando um dos fatores cruciais para a população, principalmente na aceitação de uma fonte energética, pois os gases do efeito estufa estão causando uma onda de aquecimento global, gerando derretimento de geleiras e, conseqüentemente, elevação do nível do mar. Esse é um problema grave, que vem despertando a atenção de todo o mundo. Por isso, as nações estão buscando desenvolver alternativas de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), promovendo o chamado desenvolvimento sustentável, ou seja, sem degradação do meio ambiente. Esse desenvolvimento poderá se promover principalmente pela redução da utilização de energia fóssil, responsável atualmente por mais de 40% na matriz energética mundial. Um exemplo claro seria atualmente a substituição do óleo diesel pelo biodiesel. Outros projetos além do uso de energias alternativas limpas são: atitudes pró-ativas, como coleta seletiva, tratamento do lixo perigoso e redução de resíduos. Os países/empresas que operam desse modo têm emitido Certificados de Redução de Emissões de Carbono ? Crédito de Carbono. Segundo o Protocolo de Quioto, assinado em 1997, os países desenvolvidos devem reduzir suas emissões de gases em média de 5,2% para os anos de 2008 até 2012 com base na emissão de 1990. Dentro desse mercado de créditos de carbono o Brasil tem potencial de aproveitamento. Segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil ocupa o 3º lugar em número de atividades de projeto de MDL com 217 projetos, sendo 132 aprovados, e perdendo apenas para o primeiro lugar, a Índia, com 621, e em segundo a China, com 428 projetos, porém a falta de planejamento, incentivo e informação governamental atrapalham. Muitos países estão investindo no Brasil, como é o caso da Holanda onde Bancos como ABN estão negociando com usinas de cana-de-açúcar. Alagoas está enquadrada nesse potencial, pois tem vasta disponibilidade da utilização de produção de energia limpa a partir da biomassa do bagaço da cana-de-açúcar, chamado de co-geração. Esse processo é bastante viável nessa estrutura, pois possibilita a venda de crédito de carbono em todos os períodos de produção da usina, pois mesmo que essa não gere energia excedente para vender as concessionárias de energia elétrica, mesmo assim estará deixando de utilizar energia de origem fóssil e utilizando energia limpa. (*) é secretário de Estado da Infra-estrutura, MBA em Gestão de Petróleo e Gás

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