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Ainda sob investigação policial, o caso do desvio de R$ 1,6 milhão do Tribunal de Justiça conserva na penumbra aspectos essenciais dessa operação criminosa. Pode até ser que o principal acusado (réu confesso) identificado até agora tenha atuado sozinho, mas essa é uma hipótese improvável, e, ao assumir sua culpa, o servidor acusado declarou claramente que haveriam outros envolvidos e insinuou que seus cúmplices seriam gente de melhor posição que ele. Estaria tentando despistar as investigações? O mais importante, para a cidadania alagoana, é apoiar as investigações em curso, e cobrar resultados concretos é a melhor forma de auxiliar a polícia e a Justiça no prosseguimento do caso. Olvidar, sobre ocorrências como essa, é transigir com o banditismo, com a dilapidação do patrimônio público. Não se esqueçam que o dinheiro roubado (com tanta facilidade) foi recolhido de seu bolso através dos impostos. Ressarcir o erário é uma medida elementar, e os recursos devem ser buscados no patrimônio privado de quem se locupletou com esse roubo das contas do TJ. Não basta buscar ressarcimento junto ao banco que se viu envolvido na operação criminosa ? até porque, em tese ? o dinheiro dos bancos estatais é igualmente bem público. Simplesmente retirar dos cofres da Caixa Econômica os valores roubados nessa transação significa que o contribuinte perdeu em dobro. É indispensável o ressarcimento dos valores subtraídos, sendo igualmente indispensável que os ladrões devolvam o dinheiro levado, além de pagarem a adequada pena por esse roubo, ao fim de um processo legalmente instituído. E toda quadrilha deve ser identificada, todos os seus membros devem responder por seus crimes. É essa a cobrança básica da cidadania: ir até o fim, desvendar toda a trama e dar uma lição exemplar de civismo.

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