Opinião
Mensagens do papa - Editorial
Em vários pronunciamentos que fez nesta sua primeira visita pastoral ao Brasil, o papa Bento XVI dirigiu-se à juventude, esperando que ela construa uma sociedade mais justa e mais fraterna. Num deles, durante um encontro com milhares de jovens brasileiros, e de outros países da América do Sul, citou os problemas que mais afetam esse segmento da população, como ?a ameaça da violência e a deplorável proliferação das drogas?. Ele também ressaltou a importância de as pessoas respeitarem as leis, trabalharem com seriedade e de não se deixarem levar pelo ódio e pela violência, mas pelo respeito à vida. E lembrou que, ?em 1991, o servo de Deus, o papa João Paulo II, de venerada memória, dizia, na sua passagem pelo Mato Grosso, que os jovens ?são os primeiros protagonistas do terceiro milênio [...] são vocês que vão traçar os rumos desta nova etapa da humanidade?. Viu, Bento XVI, no Brasil um ?País rico de potencialidades e chamou o nosso continente de continente da esperança. O líder da Igreja Católica não deixou de condenar a ?ambição desmedida? e a corrupção na política e na economia. ?A ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano?. Justamente os fatores que mais concorrem para isso tudo e precisam ser combatidos pelas suas próprias vítimas com uma arma poderosíssima: o voto. A nação brasileira só tem motivos para associar a vinda do papa à esperança de segurança e paz, como muitas pessoas disseram. Essas e inúmeras outras mensagens do sumo pontífice não podem e não devem ser esquecidas no mundo inteiro. Especialmente nos países mais aflitos em conseqüência dos males ressaltados através delas.