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| Vinícius Maia Nobre * Nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio, é um adágio que se aplica de quando em vez no nosso dia-a-dia. Acostumado a ler e ouvir as perorações de quem se arvorava como sendo da modernidade e alavanca do progresso contra as forças do atraso, perguntava-me sempre o porque do nosso estado, depois de tantos anos, não sair da triste situação em que muitos índices indicam volta a patamares incompreensíveis. No princípio deste ano, li artigo da jornalista Dora Kramer que entre outros considerandos afirmava: ?Com uma dívida de R$ 408 milhões, o maior número de analfabetos entre 15 e 55 anos do País, o menor Índice de Desenvolvimento Humano, o maior gasto público proporcionalmente à arrecadação, com zero em caixa para fazer frente aos compromissos básicos de custeio (de investimento há muito nem se fala por lá), com 46% da população abaixo da linha de pobreza e no limite de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, Alagoas é de novo protagonista de um episódio de descalabro público semelhante a outros já vividos pelo Estado nos últimos anos?. A partir de então, o público tomou conhecimento que o governo entrante, estava sem condições de efetuar o pagamento dos salários de dezembro (apregoava-se que a folha era paga em dia) e até o mínimo para fazer a máquina do Estado funcionar. Por outro lado, os que nos deixaram ficar nessa situação, afirmavam que sobravam recursos para tudo, inclusive àqueles destinados ao restante dos 80 % da isonomia de muitas categorias do funcionalismo estadual. Indagava-se ante as inúmeras declarações das partes (números não podem ser escamoteados nem sofismados), com quem estava a razão. Para os acessam à internet (www.sefaz.al.gov.br), desfez-se o enigma. Consultando os balancetes do Estado, os valores pendentes de pagamento em 28 de dezembro último, notas explicativas, ficam bem claros, mesmo para aqueles pouco afeiçoados com rebuços contábeis, que Alagoas estava com um déficit de mais de 445 milhões de reais. A realidade dos números é convincente. Temos de lutar mais, economizar, trabalhar por verbas federais, acenar com nosso apoio para que aqui sejam investidos recursos privados, gerando mais empregos, enfim, unir os poderes e a sociedade como um todo, na busca de um futuro onde a maioria do alagoano alcance dias melhores. (*) É engenheiro ([email protected]).

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