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Uma pauta nuclear - Editorial

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Nunca foi pacífica a discussão sobre o uso da energia nuclear. E nem poderia deixar de ser assim, até porque a morte foi a marca de nascimento, para o mundo, da força atômica, nos dias infernais de Nagasaki e Hiroshima. Porém, é verdade, a força atômica é algo maior que a morte (comprovado pelo uso mlitar): a vida pode ser salva através dela, como igualmente demonstra o uso medicinal dos artefatos nucleares na medicina. A economia pode ser alavancada pelo átomo, especialmente no campo da geração da energia, como comprovam inúmeras usinas, em pleno funcionamento, em vários continentes. Nos dias de hoje, a questão nuclear continua sendo polarizada pelo temor de seu uso militar. Uma justa preocupação, mas é necessário que este temor não seja usado como obstáculo ao crescimento dos países em desenvolvimento. É impossível aceitar que o saber atômico seja restrito às nações que hoje dominam essa ciência e compõem um restrito e seleto grupo. Com os devidos cuidados no sentido de se diminuir os arsenais nucleares (reduzir o atual estoque de armas é a questão, e não apenas evitar que novos armamentos sejam constituídos), a energia oriunda do átomo deve ser um direito dos países que possam desenvolver, em segurança, essa tecnologia. E o Brasil faz parte deste grupo de nações ascendentes. Segundo o Ministério das Minas e Energia, o Brasil necessita construir, até 2030, mais oito usinas nucleares. Hoje, nosso País conta com apenas duas unidades em funcionamento (Angra 1 e Angra 2). Dentre as razões esposadas para esta proposta está a simples contabilidade: uma usina térmica, de gás, produz um megawatt/hora por R$ 170,00 e uma usina nuclear gera a mesma quantidade de energia por R$ 150,00. Não dá para desconhecer a força econômica. Assim, é melhor discutirmos essa opção sem preconceitos e com muita segurança.

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