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Opinião

Recorda��es gazeteanas

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| José Maurício Brêda * Quando me perguntam por que comecei a escrever para a Gazeta, digo que aos idosos tudo é permitido, até furar fila. Mas a culpa talvez tenha sido do Renan, o ?Rosas?, pois abriu-me as páginas para que nelas narrasse o esporte do Diocesano, o Marista de agora. E, no princípio, esse espaço era ?Esporte no Colégio Diocesano? e depois tornou-se mais abrangente, dando ao jovem de quatorze anos a coluna, por mim assinada e por ele batizada de ?Mosaicos Esportivos?. Para matar a saudade, procurei os de hoje, Luis Amorim, o Diretor, que sugeriu o Instituto Arnon de Mello, através de Carlos Mendonça, seu diretor, para achar os de ontem. Com minha digital a tiracolo, lá fui ser atenciosamente recebido pela Ismery Beatrícia, jornalista. Nota dez ao Carlinhos, pelo belo trabalho. Quem não conhece, é bom ver. No tocante às edições antigas, muitas já foram digitalizadas. Recusei a máscara antialérgica e fui bisbilhotar as edições gazeteanas de 1958/1959. Achei as ?matérias? interessantes sob vários aspectos; termos em desuso como ?porfia?, ?peleja?, ?pugna?, ?goal?. E mais, o colunista narrando um gol feito por ele próprio: ?... continuando, Maurício, numa escapada, fez com dificuldade o tento de desempate para os terceiranistas?. Na escalação do time vejo Bonfim, o Márcio, político de São Miguel, Djacyr, o Pereira, da Construtora GPS, Saturnino, o Mendonça Neto, dos escritos. Mas não me contive só nos meus e fui, curiosamente, vendo Fidel, em pele de cordeiro, descer a ?Maestra? e destronar Batista, o ditador, para em poucos meses ser o lobo sanguinário e, afirmando que não queria, tomar o título para si e lá ficar até hoje. Vi políticos mandarem assassinar outros em nossa terra. Vi Teotônio Vilela, o pai, sem ainda ser o Menestrel, mas pontificando com suas crônicas. E Donizetti, o Calheiros, sem sua perna mas com sua pena arrasadora para com seus adversários. Vi Lilian Rose, a Maria José Palmeira, antecedendo a Cândida, ?socialiteando?. Vi meu pai, Carlos Brêda, lançar com meus tios a pedra fundamental do Edf. Brêda. E lembrei de tantos outros que represento na figura maior do jornalista, como gostava, empresário, senador, governador e, acima de tudo, o gentleman, Dr. Arnon, o Affonso de Farias Mello, responsável pela implantação desse que é o maior conglomerado de comunicação e que, ainda hoje, faz-se onipresente com a mesma foto ainda jovem, na sua organização, como a lembrar seus princípios de fidelidade. (*) É bacharel em Economia.

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