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Debate aterrado - Editorial

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Cresce a insatisfação pela decisão de instalação do aterro sanitário em Guaxuma. Castrada a discussão democrática e técnica sobre o tema, levantou-se uma onda de revolta ? porém as manifestações de protesto ainda se restringem às entidades ambientalistas, aos moradores daquele bairro e aos empresários sonhadores. O resto da cidade reagirá a esse pesadelo? Lembrem-se da acanhada reação, ainda nos dias de hoje, à ignomínia do lixão a céu aberto ? amontoado, por décadas, em Cruz das Almas. Há mais de trinta anos que os perigos ambientais provocados pelo lixão de Cruz das Almas provocam estudos e reclamações. Mas ele foi ficando, ampliando-se em detrimento da salvaguarda dos lençóis d?água (superficiais e subterrâneos) que correm naquela também privilegiada região. Durante todas essas décadas, sempre foi prometida uma ?solução para breve?. Sobre a atual polêmica, uma questão deve ser considerada cláusula pétrea: não será construído um novo lixão e sim um aterro sanitário dentro de todas as normas de segurança. Até aqui ninguém discorda. O segundo ponto é a localização: que seja harmonizada com os vetores de desenvolvimento da malha urbana de Maceió. Aqui residem as dúvidas. E, anterior a questão ?por que Guaxuma?, a pergunta que não quer calar é: ?porque não na área de Benedito Bentes/Meirin?? Ora, se a prefeitura garante que construirá um verdadeiro aterro sanitário, impermeabilizado à infiltração do chorume e outras emanações poluidoras, por que não distanciá-lo das áreas vocacionadas ao turismo? Considerando a promessa inabalável de um aterro sanitário sério, cai por terra a pretensa preocupação com os mananciais da região Benedito Bentes/Meirin. E mais alto se levanta a interrogação do por que da exclusão ? tão rápida e definitiva ? desta área do rol das alternativas.

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